outubro 23, 2016

[Livros] Ninguém Vira Adulto de Verdade - Sarah Andersen

Título Original: Adulthood Is A Myth
Autor: Sarah Andersen
Editora: Seguinte
Páginas: 120
Gênero: Tirinhas, Humor
País: USA
ISBN: 9788555340215
Classificação: ★★★
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Uma compilação das melhores e mais engraçadas tirinhas da Sarah Andersen, Ninguém Vira Adulto de Verdade é um trabalho de criatividade e delicadeza. Retratando situações cotidianas - em especial, situações que acometem mulheres -, as ilustrações ficaram famosas originalmente no Facebook, na página Sarah's Scribbles e foram traduzidas para diversos idiomas.

Sarah é bastante conhecida por tratar de temas polêmicos como o feminismo, ansiedade, bullying, entre outros em suas tirinhas. De maneira muitas vezes crítica, a autora coloca seu ponto de vista nas pequenas histórias e isso as torna únicas. Em algumas tirinhas, por exemplo, temos como personagem um útero que apronta com sua dona e disso, meninas, nós entendemos bem.

A edição brasileira tem um projeto gráfico em tons de amarelo. Ninguém Vira Adulto de Verdade foi publicada em outros idiomas mantendo o projeto gráfico original, diferenciando apenas as cores para cada país. O que faz com que os fãs da ilustradora desejem ter todas as edições estrangeiras coloridinhas na estante. 

Leitura recomendada não apenas para os fãs de tirinhas ou da Sarah Andersen, mas também para as garotas - de todas as idades - que sofrem com o cotidiano de, infelizmente, ter que crescer. Ou fingir que cresceu. 


Sinopse: As tirinhas certeiras de Sarah Andersen, que já contam com mais de 1 milhão de fãs no Facebook, registram lindos fins de semana passados de pernas pro ar na internet, a agonia de andar de mãos dadas com alguém de quem estamos a fim (e se os dedos ficarem suados?!), a longa espera diária para chegar em casa e vestir o pijama, e a eterna dúvida de quando, exatamente, a vida adulta começa.

Em outras palavras, este livro é sobre as estranhezas e peculiaridades de ser um jovem adulto na vida moderna. A sinceridade com que Sarah Andersen lida com temas como autoestima, timidez, relacionamentos e a frequência com que lavamos o sutiã torna impossível não se identificar com esses quadrinhos hilários e carismáticos.

outubro 15, 2016

[Livros] A Garota Dele - Simone Elkeles (Amor em Jogo #2)

Título Original: Wild Crush
Autor: Simone Elkeles
Editora: Globo Alt
Páginas: 304
Gênero: YA, Ficção
País: EUA
ISBN: 9788525062284
Classificação: ★★
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Um young adult levemente romântico e clichê, A Garota Dele não é um daqueles livros marcantes, mas é uma leitura gostosa e cheia de momentos fofinhos. Simone Elkeles escreve com uma leveza característica do gênero e seus personagens são tão comuns quanto qualquer um de nós, por isso ler seus livros é como ouvir a história de um amigo. 

Apesar de tratar de um tema pesado, a autora optou por não desenvolver muito os problemas dos protagonistas e talvez essa tenha sido a primeira de suas falhas. Tendo em mãos uma narrativa mais forte do que pretendia, Elkeles acabou mantendo o foco no romance proibido que dá nome ao livro. Com a visão alternada dos personagens, vamos entendendo melhor como essa paixão secreta começou.

Victor Salazar é apaixonado por Monika desde sempre, mas ela é nada menos que a namorada do seu melhor amigo, o perfeito Trey. Conformado com o fato de que nunca poderá tê-la, o garoto que tem sérios problemas de agressividade desconta esse e outros problemas desferindo socos e dando respostas grosseiras para todos a seu redor.

Um rebelde forçado, Victor não chega a ser aquele típico badboy que costumam nos encantar nos livros, ele é mais um garoto revoltado e infeliz que não sabe como lidar com sua própria vida. O pouco carisma dos protagonistas faz com que o leitor não torça por nenhum deles. Na verdade, o único personagem minimamente interessante é Trey, que infelizmente não narra nenhum capítulo. 

Há um aspecto muito importante que deveria ter sido mais trabalhado e que determinaria o motivo do comportamento rebelde do protagonista: sua relação com o pai. Quase todo adolescente já teve problemas com a autoridade paterna e as excessivas cobranças ou expectativas que são jogadas nos nossos ombros. Victor sofre com o distanciamento do pai e seu evidente desgosto pelo próprio filho. As razões não exploradas teriam dado mais força a superficialidade do drama familiar dos Salazar, mas novamente, a autora optou por deixar isso de fora.

A Garota Dele, infelizmente, não supriu minhas expectativas, é impossível não terminar a leitura com a sensação de que a trama poderia ter sido melhor desenvolvida. Apesar do que faltou, o young adult traz um pouquinho de vários gêneros e é uma boa leitura para coraçõezinhos pouco exigentes, afinal, Victor ainda é um projeto de badboy, quem sabe quando ele for mais velho, me convença. 

"Eu queria ser assim tão confiante. Mas posso assumir o papel. Bree faz aulas de teatro. Ela diz que a gente deve se entregar a ele ou abandoná-lo. Hoje a noite vou me entregar." (p. 233)

Sinopse: A garota dele é o aguardado spin off de Amor em jogo, de Simone Elkeles. No livro, a autora best-seller explora a história conturbada de amor e de amizade entre Monika e Victor, personagens já apresentados no primeiro livro.

Victor Salazar tem má fama no colégio por causa das brigas em que se envolve e por suas notas baixas. À parte as impressões superficiais, Victor tem um bom coração e está sempre tentando proteger as pessoas que ama. Filho de mexicanos, o garoto não tem uma boa relação com o pai e vive com o dilema angustiante de ser apaixonado por Monika, a namorada de seu melhor amigo Trey.

Inteligente e educado, Trey parecia ser o par perfeito para Monika, mas assim que o terceiro ano começa, ele deixa o namoro em segundo plano para se dedicar às missões de se tornar o primeiro da classe e vencer o campeonato estadual de futebol. O relacionamento dos dois começa a esfriar e alguns acontecimentos surpreendentes vão aproximar Monika do “bad boy” Victor.

Com capítulos intercalados, que narram a história sob a perspectiva ora de Monika ora de Victor, o romance preserva o ritmo de suspense e também a complexidade e os desejos de cada um dos personagens. Assim como em Amor em jogo, Simone Elkeles apresenta uma linguagem descontraída ao mesmo tempo em que constrói um enredo profundo e comovente, no qual discute questões como família, amadurecimento e princípios.

"- Porra se tem alguém que pode desentocá-lo, é você.
- Como sabe disso?
Isa dá uma piscadela.
- Não sei muita coisa, mas sei que você o assusta muito. E ele não tem medo de nada." (p. 245)


outubro 06, 2016

[Livros] Atlas de Nuvens - David Mitchell

Título Original: Cloud Atlas
Autor: David Mitchell
Editora: Companhia das Letras
Páginas: 544
Gênero: Ficção, Romance
País: Reino Unido
ISBN: 9788535927580
Classificação: ★★★
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Uma obra única, Atlas de Nuvens é, sem dúvida, uma leitura inesquecível. Não é apenas um dos melhores livros que eu já li na vida, é, de fato, o melhor. A forma como David Mitchell interliga as vidas de seis estranhos em épocas distintas e de diferentes maneiras é nada menos que genial. A adaptação cinematográfica - igualmente brilhante - não fica atrás e emociona com um toque de romantismo a história original. Destaque também para Paulo Henriques Britto que fez um excelente trabalho em uma obra de dificílima tradução.

As tramas complexas e intrincadas que unem ações e suas consequências ao longo do tempo são narrada de seis diferentes maneiras e sua ordem faz parte de uma engenhosa sequência escrita por Mitchell. Utilizando gêneros textuais característicos e diretamente relacionados às épocas das histórias narradas, o autor compõe uma bela sinfonia ao fazer com que eles se complementem como uma escala musical. 

A música é parte fundamental da compreensão de Atlas de Nuvens, aliás, o sexteto de Cloud Atlas, que dá nome ao livro, está presente em toda a narrativa - desde a estruturação do romance até a diagramação e também na belíssima capa brasileira da obra. O romance de seis protagonistas é uma clara alusão a um sexteto, que necessita de seis diferentes instrumentos para sua completa harmonia.

Adam Ewing é um jovem advogado que escreve em seu diário os acontecimentos de uma importante viagem. Seu diário é lido por Robert Frosbisher, um músico depressivo que busca ser reconhecido por suas composições, ele se comunica com seu amante, Sixmith, por meio de cartas. Essas cartas são lidas por Luisa Rey, uma jornalista e escritora que investiga uma organização corrupta e poderosa, seus relatos sobre o caso são compilados em forma de romance. O romance de Luisa Rey é lido por Timothy Cavendish, um atrapalhado editor que busca nos originais recebidos uma obra digna de sua publicação. A cômica história de Cavendish se torna um filme - ou um disney - e é assistido no futuro pela jovem Somni 451. Somny é uma fabricante, uma espécie de clone criado para servir os "seres humanos". Sua função foi delimitada muito antes de sua existência, mas ela rompe todos os paradigmas de sua raça ao ousar pensar e questionar sua própria vida. Sua história e coragem de destruir todo um Sistema de escravidão a tornaram uma heroína e, posteriormente, uma deusa. A deusa Somni é venerada num futuro pós-apocalíptico por Zachary, um camponês humilde que é desafiado a pensar questionar suas próprias crenças e tentar compreender o mundo com outros olhos.

Todas as histórias, exceto a de Zachary que é o ápice da narrativa, são contadas em duas partes e essa estruturação - a qual me referi no começo da resenha - forma uma espécie de escala conectando uma história à outra. O livro começa e termina com Adam Ewing e como no ciclo infinito da vida, David Mitchell ressalta a relação entre nossas ações e suas consequências, um ciclo cármico que mantém o equilibro e a harmonia.

Um dos elos mais fortes que une todas as histórias é o desejo por liberdade. Cada um dos protagonistas se encontra escravo de algum tipo de situação, afinal, a liberdade é um conceito ainda tão etéreo quanto as nuvens. 

A linguagem empregada pelo autor se adapta ao tempo e tipo específico de narração e, especialmente nos tempos futuros, revela as predições dos linguistas. O conceito de que a linguagem tende a ser compactada e modificada com o tempo fica bem evidente com o declínio da sociedade na história de Zachary. A gramática normativa - ou formal - dá lugar ao discurso oral onde não existem regras, apenas a comunicação em si. É como se nosso fim fosse nos fazer retornar aos nossos primórdios e temos novamente a imagem de um ciclo ao qual estamos destinados.

O destino é uma força mística muito presente em Atlas de Nuvens, não de uma forma determinante como se tudo já estivesse previamente determinado nas estrelas. Pelo contrário, o atlas de nuvens seria uma representação do destino, um mapa com cada uma das nossas escolhas sobrepondo-se em diferentes eras, diferentes vidas. 

Uma obra de arte, Atlas de Nuvens traz uma compreensão única do mundo e da vida. David Mitchell nos mostra que somos protagonistas em nossa própria vida, mas apenas coadjuvantes no grande plano. Somos tão diferentes quanto iguais e lutamos por liberdade. Repleto de metáforas e escrito com maestria por um gênio da literatura e amante da filosofia, este é um livro que ousa nos fazer levantar os olhos para ver nas nuvens o passado e o futuro.

"Perguntei como Yoona havia encontrado a sala secreta.
- Curiosidade - ela respondeu. 
Eu não conhecia a palavra. 
- Curiosidade é uma lanterna ou uma chave?
Yoona disse que era as duas coisas. Então mostrou-me o maior tesouro de todos. 
- Este livro - disse ela, num tom de reverência, - mostra o Lá-Fora tal como ele é na verdade." (p. 206)

Sinopse: Um viajante forçado a atravessar o oceano Pacífico em 1850; um jovem compositor deserdado, conquistando à força de tortuosas invenções um modo de vida precário num solar da Bélgica, entre a Primeira e a Segunda Grande Guerra; uma jornalista com princípios morais na Califórnia do governador Reagan; um editor menor fugindo aos seus credores mafiosos; o testamento de uma «criada de restaurante» geneticamente modificada, ditado na ala da morte; e Zachry, jovem ilhéu do Pacífico que assiste ao crepúsculo da Ciência e da Civilização: são os narradores de "Atlas de Nuvens", que escutam os ecos uns dos outros através dos corredores da história e vêem os seus destinos alterados de várias maneiras.

Neste que é um dos romances mais importantes da atualidade, David Mitchell combina o gosto pela aventura, o amor pelo quebra-cabeça nabokoviano e o talento para a especulação filosófica e científica na linha de Umberto Eco, Haruki Murakami e Philip K. Dick. Conduzindo o leitor por seis histórias que se conectam no tempo e no espaço — do século XIX no Pacífico ao futuro pós-apocalíptico e tribal no Havaí — Mitchell criou um jogo de matrioskas que explora com maestria questões fundamentais de realidade e identidade.'

"A assimetria exige que haja também um futuro real e um virtual. Imaginamos como vai ser a semana que vem, o ano que vem ou o ano 2225. - um futuro virtual pode influenciar o real, como naquelas profecias que acabam se autorrealizando, mas o futuro real vai eclipsar o virtual, tal como o amanhã eclipsará o hoje. Tal como a utopia, o futuro real e o passado real só existem numa distância nevoenta, onde já não servem para nada, para mais ninguém." (p. 419)


outubro 03, 2016

[Promoção] Aniversário - Amiga da Leitora


O Amiga da Leitora está comemorando seu 6° aniversário e como essa data é muito especial, alguns blogs amigos se reuniram para fazer uma grande comemoração onde quem ganha o presente é você!

São 18 livros incríveis, divididos em cinco kits, para cinco ganhadores. E para participar é muito simples, basta preencher o formulário dos kits que você deseja concorrer, cumprir as opções obrigatórias para destravar as chances extras, e torcer!


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REGRINHAS DO AMOR:

- Os participantes devem residir ou possuir endereço de entrega no Brasil.
- Aquele que ganhar um kit está automaticamente eliminado do sorteio dos demais kits.
- Cada blog fará o envio do livro que cedeu ao sorteio, tendo eles até 45 dias para envio após o recebimento dos dados do ganhador.
- Não nos responsabilizamos por qualquer dano ou extravio ocorrido pela parte do Correios.
- O sorteio será finalizado dia 01 de Novembro de 2016, e o resultado será divulgado nas redes sociais e nesse próprio post em até 10 dias após o sorteio.
- Cada ganhador receberá um e-mail da nossa equipe e deverá nos retornar dentro de 72 horas.
- Caso os ganhadores não tenham cumprido algumas das regras um novo sorteio será realizado.
Boa sorte a todos! Duvidas basta entrar em contato por e-mail ou pela aba de contato aqui do blog.

setembro 13, 2016

[Textos] Desculpe o transtorno, preciso falar da Clarice - Gregorio Duvivier


Conheci ela no jazz. Essa frase pode parecer romântica se você imaginar alguém tocando Cole Porter num subsolo esfumaçado de Nova York. Mas o jazz em questão era aquela aula de dança que todas as garotas faziam nos anos 1990 –onde ouvia-se tudo menos jazz. Ela fazia jazz. Minha irmã fazia jazz. Eu não fazia jazz mas ia buscar minha irmã no jazz. Ela estava lá. Dançando. Nunca vou me esquecer: a música era "You Oughta Know", da Alanis.

Quando as meninas se jogavam no chão, ela ficava no alto. Quando iam pra ponta dos pés, ela caía de joelhos. Quando se atiravam pro lado, trombavam com ela que se lançava pro lado oposto. Os olhos, sempre imensos e verdes, deixavam claro que ela não fazia ideia do que estava fazendo. Foi paixão à primeira vista. Só pra mim, acho. 

Passamos algumas madrugadas conversando no ICQ ao som de Blink 182 e Goo Goo Dolls. De lá, migramos pro MSN. Do MSN pro Orkut, do Orkut pro inbox, do inbox pro SMS.

Começamos a namorar quando ela tinha 20 e eu 23, mas parecia que a vida começava ali. Vimos todas as séries. Algumas várias vezes. Fizemos todas as receitas existentes de risoto. Queimamos algumas panelas de comida porque a conversa tava boa. Escolhemos móveis sem pesquisar se eles passavam pela porta. Escrevemos juntos séries, peças de teatro, filmes. Fizemos uma dúzia de amigos novos e junto com eles o Porta dos Fundos. Fizemos mais de 50 curtas só nós dois —acabei de contar. Sofremos com os haters, rimos com os shippers. Viajamos o mundo dividindo o fone de ouvido. Das dez músicas que mais gosto, sete foi ela que me mostrou. As outras três foi ela que compôs. Aprendi o que era feminismo e também o que era cisgênero, gas lighting, heteronormatividade, mansplaining e outras palavras que o Word tá sublinhando de vermelho porque o Word não teve a sorte de ser casado com ela.

Um dia, terminamos. E não foi fácil. Choramos mais que no final de "How I Met Your Mother". Mais que no começo de "Up". Até hoje, não tem um lugar que eu vá em que alguém não diga, em algum momento: cadê ela? Parece que, pra sempre, ela vai fazer falta. Se ao menos a gente tivesse tido um filho, eu penso. Levaria pra sempre ela comigo.

Essa semana, pela primeira vez, vi o filme que a gente fez juntos — não por acaso uma história de amor. Achei que fosse chorar tudo de novo. E o que me deu foi uma felicidade muito profunda de ter vivido um grande amor na vida. E de ter esse amor documentado num filme — e em tantos vídeos, músicas e crônicas. Não falta nada.

- Gregorio Duvivier

setembro 06, 2016

[Livros] Por Lugares Incríveis - Jennifer Niven

Título Original: All The Bright Places
Autor: Jennifer Niven
Editora: Seguinte
Páginas: 336
Gênero: YA, Ficção, Romance
País: Estados Unidos
ISBN: 9788565765572
Classificação: ★★★
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Por mais livros incríveis como este! A sensibilidade e honestidade com que Jennifer Niven escreve essa história são emocionantes. Cada trecho de Por Lugares Incríveis carrega um pouco da mente perturbada de um adolescente e em cada questionamento e crise é possível imaginar um pedaço de nossa própria consciência se esvaindo, pedindo socorro como tantas deveriam conseguir pedir. 

A temática - suicídio - é forte, intensa e devastadora, não apenas para quem é suicida ou para seus familiares e amigos, mas também para quem a observa ao longe. Mesmo que o suicídio seja uma possibilidade distante, muitos já pensaram em acabar com sua própria dor. Talvez todos nós. O que nos torna sobreviventes, nos protege de nós mesmos é um conjunto de coisas: nossas crenças, nossa família e, principalmente, nossa consciência. Essa consciência, no entanto, que nos mantém vivos está vulnerável a doenças e transtornos e pode se tornar uma armadilha.

A depressão é uma doença sorrateira que se infiltra em nossas mentes e nos faz querer desistir aos poucos. De tudo. Até que não sobre nada mais pelo quê lutar. Suicidas não são pessoas que decidiram jogar suas vidas fora por nada. Suicidas não são covardes. Suicidas não desistiram por serem fracos. Suicidas são pessoas que não sabem mais o que fazer, que não vêem outra saída e que, por estarem presas em quartos escuros dentro de suas próprias mentes, fogem daquilo que tanto os tortura porque não há mais como aguentar.

Jennifer Niven foi corajosa ao decidir compartilhar com seus leitores um pouco da história de alguém que ela conheceu. Inspirado num grande amigo da autora, Por Lugares Incríveis conta a história de Finch, um garoto incomum, obcecado por suicídio. Enquanto pensamentos autodestrutivos tomam conta de sua mente a cada segundo do seu dia, ele conta quanto tempo tem até perder o controle de si mesmo. Sem compartilhar sua condição com ninguém, o garoto cujos pais não se importam, vive para morrer.

As coisas mudam quando Finch conhece a encantadora Violet. Tão traumatizada e quebrada quanto ele, Violet estava pensando em se jogar da torre do sino da escola. Após ver a irmã morrer em um acidente de carro - do qual ela se sente imensamente culpada - a jovem que sonhava ser escritora se descobre sem palavras e sem vontade de viver. Em meio a tanta dor e desespero, esses dois adolescentes despedaçados vão aprendendo a colar os cacos um do outro para permanecerem aqui.

Uma das mais lindas histórias que eu já li, Por Lugares Incríveis é tão emocionante quanto verdadeiro. Por diversas vezes, chorei e me identifiquei com Violet ou Finch e sua urgência de ser. Ao contrário dos dois, meus transtornos mentais não envolvem morte, mas sim medo e, por isso, de tempos em tempos, também procuro ajuda. Nunca estive no parapeito pensando em me jogar, mas já me agarrei ao corrimão com medo de cair, um medo tão paralisante que dominou cada segundo do meu dia, cada escolha que eu fazia e ainda faço. Todos temos problemas, medos e precisamos de ajuda, não estamos sozinhos e se algo está errado com você, assim como está comigo, você sempre pode contar com um amigo. Estive aqui e estou aqui e o mundo é um lugar incrível onde há tanto para ver e tanto para ser.

"Um ponto positivo da vida é que podemos ser alguém diferente para cada pessoa." (p. 36)

Sinopse: Violet Markey tinha uma vida perfeita, mas todos os seus planos deixam de fazer sentido quando ela e a irmã sofrem um acidente de carro e apenas Violet sobrevive. Sentindo-se culpada pelo que aconteceu, Violet se afasta de todos e tenta descobrir como seguir em frente. Theodore Finch é o esquisito da escola, perseguido pelos valentões e obrigado a lidar com longos períodos de depressão, o pai violento e a apatia do resto da família.

Enquanto Violet conta os dias para o fim das aulas, quando poderá ir embora da cidadezinha onde mora, Finch pesquisa diferentes métodos de suicídio e imagina se conseguiria levar algum deles adiante. Em uma dessas tentativas, ele vai parar no alto da torre da escola e, para sua surpresa, encontra Violet, também prestes a pular. Um ajuda o outro a sair dali, e essa dupla improvável se une para fazer um trabalho de geografia: visitar os lugares incríveis do estado onde moram. Nessas andanças, Finch encontra em Violet alguém com quem finalmente pode ser ele mesmo, e a garota para de contar os dias e passa a vivê-los

"Você foi, sob todos os aspectos, tudo o que alguém poderia ser. [...] Se existisse alguém capaz de me salvar, seria você." Woolf, Virginia (p. 94)


setembro 01, 2016

[Livros] Trilogia Red Rising - Fúria Vermelha


Complexa, intensa e devastadora, Red Rising é, sem dúvidas, a melhor trilogia que eu já li na vida. Pierce Brown constrói uma distopia futurista e inovadora que destrói cada pedaço dos seus leitores enquanto esmaga lentamente a esperança e a humanidade de seus personagens. Genial do primeiro ao terceiro livro, a história envolve amor, justiça, vingança, amizade, traição e morte de forma intrincada, fazendo com que cada um esteja diretamente ligado ao outro.

Poucas vezes uma história deixou um buraco tão grande no meu peito. Cada capítulo de cada um dos livros traz muito sangue, suor e lágrimas. É difícil prever o próximo movimento de Pierce Brown, cada vez que pensei saber o que ia acontecer, fui traída pelo autor. Afinal, todo mundo pode trair todo mundo.

Uma sociedade dividida por cores, assim é o Sistema Solar que conhecemos no futuro. Em meio à escravidão de seu povo - os Vermelhos -, Darrow de Lykos nunca conheceu um mundo diferente, sem sofrimento. Sua vida em Marte sempre se resumiu ao seu trabalho e cada gota do seu suor é dedicado a trazer o sustento para sua família. Quando, por conta de uma tragédia, ele percebe que vive aprisionado por seres que se julgam superiores - os Ouros -, o jovem franzino decide se unir a um misterioso grupo que planeja destruir a hierarquia que os escravizou e destruiu sua vida. 

A princípio, a sede de vingança é o que move o jovem Darrow em sua jornada, mas aos poucos seus objetivos vão tomando forma e ele conduz uma revolução forte que pode libertar não só o seu povo, mas também todos os outros. Enquanto tenta desestruturar a sociedade de dentro para fora, o Vermelho transforma-se num Ouro e luta para conquistar seu lugar ao sol. Em uma Cor que valoriza a força, a luta e, sobretudo, a honra, o rapaz vai deixar todos os seus ensinamentos para trás, junto com sua família e as lembranças de sua vida pobre em Lykos, para se dedicar à arte da batalha. Afinal, ele sempre quis a paz, mas seus inimigos trouxeram a guerra a ele. 

De uma maneira inteligente e sensível, o autor envolve a trama com laços de amizade consistentes e personagens memoráveis. Quando as Cores dos protagonistas não são nada além de rótulos ancestrais, a confiança e a honra são o que definem os verdadeiros amigos. Confiar, no entanto, é ser vulnerável e um guerreiro com fraquezas não é bom o suficiente.

Com fortes críticas ao fascismo, ao circo do entretenimento, à crueldade humana, à corrupção política e, em alguns pontos, até mesmo à cegueira que a religião pode infligir aos povos mais necessitados, Brown cria uma obra de arte essencialmente política que dialoga com os tempos modernos. Fúria Vermelha, Filho Dourado e Estrela da Manhã são a melodia de um cântico mortal que provoca a guerra. 

Mais do que a história de uma revolução, Red Rising conta uma história de amor e coragem. A narrativa desenvolvida a partir de uma voz solitária que canta pela liberdade é tão trágica quanto bela e mesmo quando silencia, permanece ecoando nos corações oprimidos daqueles que nunca conheceram um mundo bom. A canção proibida que fala sobre um mundo melhor será ouvida, será cantada e trará a guerra, mesmo que, infelizmente, ela precise levar almas para libertar povos.

Sinopse: A trilogia Red Rising revive o romance de ficção científica e critica com inteligência a sociedade atual. Em um futuro não tão distante, o homem já colonizou Marte e vive no planeta em uma sociedade definida por castas. Darrow é um dos jovens que vivem na base dessa pirâmide social, escavando túneis subterrâneos a mando do governo, sem ver a luz do sol. Até o dia que percebe que o mundo em que vive é uma mentira, e decide desvendar o que há por trás daquele sistema opressor. Tomado pela vingança e com a ajuda de rebeldes, Darrow vai para a superfície e se infiltra para descobrir a verdade.


agosto 30, 2016

[Bienal] O Primeiro Fim de Semana (26/08 - 28/08)


Olá amores, eu estou sumida neste mês, mas tenho bons motivos: Bienal, aniversário, um desfecho de trilogia que atrasou minhas leituras em três semanas e a maldita faculdade que não acaba nunca. Enfim, as coisas estão complicadas. Por isso, nesse post vou trazer um pouquinho da correria deste primeiro fim de semana incrível - e extremamente cansativo - de Bienal. 

Na sexta-feira às 9 horas da manhã, eu e a Thay do Imperiódico chegamos ao Pavilhão do Anhembi onde acontece, do dia 26 de agosto a 3 de setembro, a 24ª Bienal Internacional do Livro de São Paulo. Lá, retiramos as nossas credenciais de blogueiro e entramos nesse mundo mágico da leitura para sair apenas as 21h. Sim, sexta foi como escalar o Everest com dez livros nas costas.

Esta não está sendo a melhor Bienal do Livro dos últimos anos, mas está longe de ser ruim. Apesar das poucas atrações e dos preços não muito interessantes em livros, a feira tem seus pontos altos. Os estandes da Rocco e da Leya são ótimos exemplos. Com atrações lindas para os fãs de Harry Potter e Game Of Thrones.

A seguir, vou listar algumas das minhas impressões sobre o evento: 

(+) Livros importados com preços incríveis. Muitos deles por R$ 10,00.
(+) Os estandes estão bem minimalistas e atentos - finalmente - aos altos índices de furtos que costumam ocorrer na Bienal.
(+) Muita sinalização e staffs dispostos a ajudar.
(+) Música boa tocando o dia todo.
(+) Transporte gratuito da Bienal, como sempre, funcionando bem.
(+) A distribuição de senhas pela internet facilitou muito as sessões de autógrafo.

(-) Como sempre, os preços no setor alimentício são absurdos e é complicado passar o dia todo sem uma boa refeição. 
(-) Menos atrações (lugares para tirar fotos, autores convidados, etc...)
(-) Filas absurdas para entrar.
(-) Editoras grandes não fizeram boas promoções.
(-) Poucos marcadores nas editoras.
(-) Livros muito empoeirados nas distribuidoras grandes. Quem sofre de rinite? o/

No sábado, rolou Encontro de Blogueiros da editora Companhia das Letras e foi um evento super bacana e íntimo no Unibes. Falamos sobre livros, ganhamos livros e vimos os próximos livros que serão lançados pelos selos do grupo. Resumindo: livros! E a editora trouxe para o evento a fofa da Jennifer Niven, consegui autografar meu Por Lugares Incríveis e tirar foto com a simpática autora.

No domingo, participamos de um Encontro de Blogueiros parceiros da editora Sextante. Mais livros e mais um bate-papo incrível. A Mariana e a Naty mandam muito bem, então, o evento foi divertidíssimo. No Holiday Inn próximo ao Pavilhão do Anhembi, o encontro exibiu os próximos lançamentos e nos preparou para os tiros que vem por aí pela editora.

Encontrei muitos blogueiros lindos por lá durante esse fim de semana. Com muitos deles apenas conversei por alguns minutos, outros me fizeram companhia por horas. Encontrei a Ray do Diários de Leitura, a Thay do Imperiódico, a Li do Literalizando Sonhos, a Thai do Amiga da Leitora, a Rebeca e a Luana do Duas Mentes Literárias, a Bia do Viciados em Marcadores, a Julia do A Menina Que Roubava Marcadores, a Joi do Estante Diagonal, a Nicoly do Obsessão Literária, o Lucas do Tentando Ser Nerd, a Grazy do DBC, a Naty do Menina da Bahia, e o Rodox do Proibido Ler. 

Comprei muita coisa no primeiro dia, mais especificamente na primeira hora de Bienal. A Minuano conta com um estande enorme cheio de livros baratos. Muitos deles em inglês, as pilhas de dez reais me atraíram logo de cara e, assim, em pouco tempo minha mochila contabilizava dez livros. Todos em língua estrangeira. Foram as compras mais proveitosas de todas as Bienais as quais já fui. Edições de luxo e limitadas foram disponibilizadas junto com outros livros e garimpando é possível encontrar livros que custam, em outros lugares, dez vezes mais.

Incrível como sempre, a Bienal Internacional de São Paulo de 2016 trouxe muitos fãs da leitura e tem arrastado também os jovens para esse universo. Ver no primeiro dia filas quilométricas foi, ao mesmo tempo, desesperador e empolgante. Mais pessoas estão lendo e isso é algo lindo de se ver, tão lindo quanto o estande da editora Rocco.

agosto 09, 2016

[Sobre] A Bienal do Livro de São Paulo - 2016


Olá queridos, tenho recebido alguns (muitos) pedidos de leitores que queriam dicas sobre a Bienal do Livro. E pra quem vai pela primeira vez nesse mega evento, algumas dicas são realmente valiosas. Eu trabalhei em um estande na Bienal do Livro de São Paulo em 2012, portanto, posso te contar uns segredinhos.


Estive na Bienal do Rio de Janeiro de 2013 e também na de São Paulo em 2014 - ou seja, praticamente acampo lá no evento. Tenho alguma experiência e vou dividir o que eu sei com vocês, seus lindos. Decidi responder algumas perguntas que eu recebo e que podem ser as dúvidas dos outros. Se faltar alguma coisa, é só me avisar nos comentários que eu respondo e atualizo o post.

Estarei na Bienal quase todos os dias agora que o blog foi credenciado, quem me achar por lá, pode cobrar os marcadores lindos que eu fiz do Sobre Amor e Livros, conversar comigo sobre livros, séries e tudo mais e claro, me dar muitos abraços quentinhos. <3

  • Eu não gosto de ler. Tem alguma coisa lá para mim?
Dificilmente. Todos os eventos e estandes são focados no mundo da literatura. Se você não gosta de livros mas se amarra em gibis e revistas, pode ficar tranquilo que lá tem editoras especializadas em HQ's e publicações. Agora se você não gosta de jeito nenhum de ler, lá é cilada Bino!

  • Eu nunca fui numa Bienal do Livro. Como é?
É o paraíso. Claro, para os amantes da leitura. É como uma feira de livros, só que maior. São dezenas de editoras presentes, então é muita coisa para ver. O pavilhão é enorme e dividido em ruas para que você possa localizar as editoras que mais quer visitar. Lá, você vai encontrar eventos, sessões de autógrafos, os lançamentos, marcadores de graça e muito mais. As editoras preparam também lugares e adereços para que você tire fotos perfeitas e temáticas - como por exemplo com os vestidos da America.

  • Eu consigo ver tudo num dia só?
Sim. Você vai ficar exausto, mas consegue sim. Não dará toda aquela mínima atenção aos livros de cada editora. Então a dica é, primeiro vá às editoras que você mais gosta. Deixe para explorar depois, senão pode não dar tempo de fazer tudo o que você quer, pequena Dora Aventureira.

  • Por que Bienal do Livro?
Porque é um evento que ocorre em cada estado de dois em dois anos. Então se você perder esse ano, a próxima chance é só em 2018. Reúne as mais importantes editoras do país numa exposição para divulgar seus livros, mostrar as novidades e discutir sobre a leitura.

  • Eu preciso comprar ingressos para a Bienal?
Sim, os ingressos podem ser encontrados na bilheteria do Anhembi ou pela internet - no site da Bienal. Os valores são os seguintes:

2ª feira a 5ª feira: R$ 20,00 
6ª feira a Domingo: R$ 25,00 
Meia-entrada: Estudante e matriculados Sesc.
Menores de 12 anos e maiores de 60 não pagam ingresso.

Cada ingresso vale apenas para um dia de evento, então, se você quiser ir de novo, deverá comprar mais ingressos. Se você é jornalista, blogueiro ou professor, vale a pena tentar o credenciamento no site.

  • Vou sozinho(a). Eu posso me perder por lá? É perigoso?
Lá é muito grande e tem muitos estandes parecidos, então sim, você pode se perder. Existem alguns pontos de encontro e todo o pessoal das editoras pode te informar, mas encontrar alguém lá aos fins de semana é bem difícil. Combine com os amigos em algum estande menor, facilita muito a localização. Preste atenção aos seus pertences, como em todo lugar existe gente mal intencionada. Mas existem também seguranças à paisana. Tem uma boa quantidade deles e são pessoas treinadas para qualquer eventualidade.

  • Devo chegar lá que horas?
Tudo depende do que você quer fazer por lá. Se quiser ver tudo, chegue cedinho. Se quiser dar uma passada, ver as últimas novidades e encontrar alguns amigos, você pode chegar mais tarde. Não tem horário certo (exceto depois das 21h - pois, se não me engano os portões são fechados para a entrada). Eu gosto de ir cedo, para aproveitar tudo.

  • Tem estacionamento no local? Quanto custa?
Sim, tem estacionamento. Mas o preço é bem salgadinho. R$ 40 é o valor único. E ao redor você não vai encontrar nada muito diferente. Compensa pesquisar os itinerários de transporte gratuito que a Bienal disponibiliza. Sai do Terminal Tietê uma frota gratuita de ida e volta para a Bienal (eu utilizei esse meio de transporte todos os dias). Existem também outras formas de chegar lá usando transporte público, você pode encontrar aqui.

  • Há algum site onde eu encontre a programação completa da Bienal?
Sim, no site oficial da Bienal, você encontra todas as sessões de autógrafo, eventos e palestras agendadas. As senhas para as sessões de autógrafo, inclusive, têm sido distribuídas por lá.

  • Qual é o melhor dia para visitar a Bienal?
Os melhores dias para quem quer explorar são os dias de semana. Se você quer visitar todos os estandes, o primeiro dia é bem tranquilo, tem bastante professores e profissionais do livro. Aos fins de semana o pavilhão lota, então, são os dias para quem quer pegar autógrafos dos seus autores favoritos e se divertir, conhecer gente nova, ir aos encontros de blogueiros, etc.

  • Lá eu vou encontrar livros em promoção?
Sim e não. Tudo depende das ações de marketing das editoras. Algumas distribuidoras sempre marcam presença no evento e para eles, o importante é vender. Então no estande da Top Livros você vai encontrar as famosas pilhas de livros por R$5, R$10 e R$15. Procurando você vai encontrar coisas bem interessantes. Para os pais e professores, o estande da Ciranda Cultural é super indicado, lá eles encontram muitas ofertas em livros infantis. Eu mesma sempre completo por lá minhas coleções de contos de fada. No último dia de Bienal é o dia da queima de estoque. Aí você vai encontrar livros das editoras mais populares a preço de banana. Final do dia, último dia. Vale a pena esperar ;) Espero que vocês consigam, porque eu quase nunca tenho dinheiro até lá. kkkk

O que levar na mochila?
  1. Os livros que você quer autografar (especialmente os nacionais).
  2. Caneta (nunca se sabe quando você vai esbarrar com alguém famoso por lá).
  3. Celular (para se comunicar com os amigos e postar fotos no Instagram).
  4. Lanche (leve algum lanche, uma bolachinha, um pacote de amendoim, água, suco de caixinha, porque lá é tudo MUITO caro).
  5. Dinheiro (você vai sentir fome e nas laterais do pavilhão tem muitos restaurantes, se você estiver com pouca grana, recomendo o hotdog self-service).
  6. Blusa de Frio/Calor (à noite o ar-condicionado pode ser cruel).
  7. Espelho (afinal, os canais de televisão fazem reportagens por lá o dia todo, todos os dias).
  8. Máquina Fotográfica (caso você prefira a câmera ao celular, recomendo levar, há muito pra fotografar).
  9. Mapa da localização dos estandes. Clique aqui para visualizar.
Vista sapatos confortáveis. Prepare-se para ficar de pé a maior parte do tempo. Tenha paciência com as filas. Coma antes de sair de casa. Leve um lanche. Leve água. Leve o mapa dos estandes. Imprima um folheto com as datas e horários dos eventos que quer assistir. Sorria, não tenha vergonha de puxar conversa e faça amigos! 

Vocês vão adorar. Quem já foi sabe que é o paraíso para nós leitores. Quem ainda não foi e não quiser ficar lá avulso, sozinho ou deslocado, não se preocupe, há muita gente que se sente exatamente assim lá. Algumas puxadas de assunto e você vira a melhor amiga daquela garota fã de Jogos Vorazes e logo estão comentando sobre o cabelo da Katniss ou o sorriso do Peeta. Procure fãs de John Green, eles sempre vão querer fazer amizade com outro fã.

Gritos histéricos podem indicar sessões de autógrafo ou livros grátis. Na dúvida corra. Delas ou na direção delas, kkkk! Algumas editoras fazem promoções relâmpago no facebook para quem aparecer primeiro no estande falando a palavra secreta. Fique ligado nas redes sociais deles para não perder nada.

Acho que é isso, pessoal! Se eu lembrar de mais alguma coisa, aviso. É blogueiro(a) e vai sozinho? É leitor(a) e vai sozinho? Me avise, quem sabe a gente marca de se encontrar por lá. Vamos numa turminha já, mas sempre cabem mais fanáticos por livros <3 Espero que eu tenha ajudado. Nos vemos por lá! *---*'

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