outubro 13, 2015

[Livros] Salve-me - Maya Banks (Slow Burn #2)

Título Original: In His Keeping
Autor: Maya Banks
Editora: Gutenberg
Páginas: 288
Gênero: Ficção, Erótico, Sobrenatural
País: EUA
ISBN: 9788582352991
Classificação: ★

_______________

Maya Banks é bastante conhecida por seus livros de conteúdo levemente (ou não) erótico. Sua fama fez com que eu me interessasse por seu mais novo lançamento. O segundo volume da trilogia Slow Burn, 'Salve-me' prometia ser uma mistura de sobrenatural com erótico, mas infelizmente a autora não conseguiu atingir suficientemente nem um nem outro. Uma boa premissa foi desperdiçada em uma narrativa prolixa, repetitiva e mal desenvolvida e o resultado implora salvação.

Até certo ponto da história, as coisas fluíam razoavelmente bem e confesso que devorei muitos capítulos, mas de repente algo começou a dar errado. A protagonista - que vive em uma crise existencial infinita - é chata, mimada e incoerente. Em um segundo está dando uma de heroína e indo de frente com o perigo e no outro está vulnerável e chorosa implorando por um pouco de atenção. 

Em meio a um grande stress, sobre o qual falarei nos próximos parágrafos, a jovem decide perder a virgindade e neste ponto percebemos porque nem sempre erótico se mistura com outros gêneros. Ok, porque é super normal você descobrir que sua vida inteira foi uma mentira, você tem poderes telecinéticos, seus pais não são seus pais, eles foram sequestrados, tem gente querendo te matar sem você nem saber o porquê... bom, isso dá mesmo muito tesão. -sqn

Eu esperei por um final que envolvesse uma camisa de força para a protagonista, porque ela não é normal - e não falo dos poderes bizarros dela. Uma mulher instável física e emocionalmente ao lado de um cara que é pura tentação? O resultado é uma versão mais mal desenvolvida de Crepúsculo - Lua Nova, cheia de reflexões sobre a situação emocional e psicológica da protagonista. Ou seja, um chute no saco.

Ari - sonsa e irritante - Rochester é uma garota que tem pais superprotetores e bilionários. Os dois escondem o fato de que a filha foi deixada em sua porta quando bebê. Desde então, eles criaram a menina com todos os cuidados para que ela nunca descobrisse sua origem. Ainda bebê, Ari manifesta poderes telecinéticos - bizarros, diga-se de passagem - trazendo brinquedos até sua cama com o poder da mente. Seu pai a orienta a esconder essa habilidade especial e é isso que ela faz até que se encontra em uma situação de grande perigo.

Quando ameaçada por um grupo de alunos revoltados e drogados, Ari acaba expondo suas habilidades para se defender e sua 'performance' é gravada e espalhada na internet. Os pais da jovem fazem o possível para protegê-la, mas há alguém bem mais interessado nela do que os jornalistas. Uma organização secreta procura Ari desde que seus verdadeiros pais a abandonaram. O vídeo é um prato cheio para que eles a localizem e passem a caçá-la. 

Quando seus pais são sequestrados, Ari fica em pânico. Extremamente dependente deles, ela não faz a mínima ideia do que fazer e lembra do último conselho de seu pai que dizia para ela procurar os irmãos Caleb e Beau Devereaux, que são donos de uma grande empresa de segurança privada. Eles poderiam protegê-la caso o pai falhasse.

Quando conhece Beau Devereaux, Ari fica encantada, abobada e, claro, louca para perder sua virgindade. Quem está acostumado a ler esse tipo de livro sabe o quanto esse tipo de história é comum e clichê, mas Maya Banks leva o estereótipo ao extremo quando a garota se preocupa mais com sexo do que com os pais que foram sequestrados e torturados. Bom, talvez as prioridades dela sejam diferentes das de outras pessoas, né? Ao passo que a história se desenvolve demasiadamente devagar, a paixão de Beau e Ari é ridiculamente rápida e avassaladora. Não há equilíbrio ou coerência.

Unindo os poderes - estilo X-Men - com o erotismo - Cinquenta Tons de Cinza - e a velocidade de uma lesma paralítica, Banks mostra como Ari vai tentar deixar de ser uma donzela em perigo para salvar os pais. Ela tenta, mas prefiro deixar que vocês julguem os resultados por si só. O galã pegador Beau chega a ser interessante, mas é mais do mesmo, então nem mesmo toda sua postura, proteção e beleza conquistam durante a leitura. Não tem erotismo suficiente nem sobrenatural suficiente, mas tem drama para escrever cinco livros. Resumindo, salve-se.

"Beau nunca tinha entendido a obsessão de Caleb por Ramie. Não entendia como um homem podia ficar tão envolvido por uma mulher a ponto de perder totalmente a razão e a capacidade de pensar direito. Mas agora Beau via que, se seu irmão tivesse sentido uma fração que fosse do que ele estava sentindo agora, aquilo era compreensível. Foi um momento de clareza quase extasiante, quando tudo se encaixou no lugar e ele experimentou a sensação de certeza que apenas uma mulher específica podia dar a um homem." (p. 119)

Sinopse: Abandonada quando bebê, dentro de um cesto, para o jovem e rico casal Gavin e Ginger Rochester, Arial cresceu em um mundo de privilégios. Sua única ligação com seu passado encontra-se em algo que a distingue de todos os outros: seus poderes telecinéticos. Protegida por seus pais adotivos e escondida do público para manter seu dom em segredo, Ari cresce no colo do luxo, e isolamento. Até que, quando jovem, alguém começa a ameaçar sua vida…


Beau Devereaux é um homem frio, rido e poderoso, CEO da DSS, empresa de segurança criada pela família, após todos os sinistros acontecimentos com o irmão Caleb e a cunhada Ramie. Beau é mais do que familiarizado com as realidades de poderes psíquicos. Assim, quando Ari o procura, dizendo que seus pais haviam desaparecido, e que ela precisa de proteção, ele se prontifica a ajudar. O que Beau não está preparado é para a extensão de sua atração por sua bela e poderosa cliente. 

O que começou como uma simples tarefa, apenas como mais um trabalho, rapidamente se transforma em algo pessoal, e Beau descobre que é capaz de qualquer coisa para proteger Ari. Mesmo que isso lhe custe a vida.

"Duas metades de um todo incompleto - vazias e sem rumo, em busca do par perfeito - tinham finalmente se unido de corpo e alma, de forma perfeita e impecável, e já não estavam mais separadas." (p. 177)


7 comentários:

  1. Oi Mari!
    Lesma paralítica foi o melhor, rsrsrrss.
    Confesso que nem li a resenha toda para não ficar muito desaminada com a leitura e espero gostar um pouco mais do livro, mas já estou revoltada com essa menina virgem. Qual é a desses autores em? Virgem em todos os livros eróticos, que saco.
    Pretendo ler a obra este mês e vamos ver o que acharei

    Beijos
    Amor Literário

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  2. Mari do céu, rindo eternamente com essa da lesma paralítica!
    Confesso que livros eróticos não são minha praia então só por isso eu já não leria esse livro e lendo essa tua resenha eu só digo uma coisa preciso me salvar dessa leitura péssima! rs
    A falta de coerência de alguns autores é realmente impressionante, como alguém pensa em sexo em uma situação como essas? E como é fácil e rápido duas pessoas se apaixonarem perdidamente em histórias assim né? aiai...

    Beijos :*
    http://www.livrosesonhos.com/

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  3. Não curto muito o gênero erótico por isso não lida nada dessa autora, mas já ouvi várias pessoas elogiar os livros dela, para quem gosta e uma boa indicação de leitura.

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  4. Não curto muito o gênero erótico por isso não lida nada dessa autora, mas já ouvi várias pessoas elogiar os livros dela, para quem gosta e uma boa indicação de leitura.

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  5. Oi, Mari!

    Eu já ouvi algumas críticas negativas da Maya Banks e nunca tive vontade de ler os livros dela na verdade.
    Sua resenha meio que confirma mais uma vez que não pretendo pegar esses volumes em um futuro próximo.

    Do gênero erótico, sou apaixonada por Christina Lauren! Gente, ano passado quase morri quando elas vieram para SP. Autografei todos os livros delas até então. Hoje já tenho mais alguns. xD
    São romances engraçados e muito bem construídos na minha opinião. Uma ótima leitura para relaxar. :)

    Bjs!

    livrosontemhojeesempre.blogspot.com.br

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  6. As vezes gosto e as vezes detesto os livros da Maya. Pretendo comprar Salve-me só depois de ler Proteja-me - que acabei comprando porque estava com um ótimo preço - mas agora depois de ver sua classificação para Salve-me e ler sua resenha temo que não irei gostar completamente dessa trilogia, precisamente desse segundo volume.
    Detesto uma protagonista sonsa e irritante, não tenho paciência para personagens assim, e a atitude da Ari, em não se preocupar com os país sequestrados é o cúmulo!
    Mas caso eu goste do primeiro volume o jeito vai ser eu engolir Salve-me.
    Abraços!

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  7. Eu quero muito ler essa série Slow Burn, adorei sua resenha, e acredito que Salve-me é um livro ótimo, estou muito ansiosa para começar a ler a série.

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Deixe sua sugestão, opinião ou crítica. Prometo lê-las com carinho. Mil beijos, Mari Siqueira.

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